Saúde um Direito de Todos

A saúde "é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante a políticas saciais e econômica que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário à ações e serviços para sua promoção, proteção e recumperação." conforme esta garantido e definido no Cap. II Dos Direitos Sociais, Art. 6º e Cap. II Da Seguridade Social, Seção II Da Saúde, Art. 196 da Constituição da República Federativa do Brasil.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Uso de ISRS no final da gravidez aumenta o risco de hipertensão pulmonar no recém-nascido

Uso de ISRS no final da gravidez aumenta o risco de hipertensão pulmonar no recém-nascido
Pesquisadores do Karolinska Institutet avaliaram se o uso materno de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) aumenta o risco de hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido, e se tal efeito pode ser diferente entre os ISRS específicos. Foram incluídas mais de 1,6 milhões de crianças nascidas após 33 semanas de gestação. Cerca de 30.000 mulheres haviam usado ISRS durante a gravidez. A exposição a ISRS no final da gravidez foi associado com um risco aumentado de hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido: 33 de 11.014 crianças expostas (risco absoluto de 3 por 1000 nascidos vivos em comparação com a incidência global de 1,2 por 1000, OR 2,1,IC 95% 1,5 a 3,0). Os riscos aumentados de hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido para cada um dos ISRS específicos (sertralina, citalopram, paroxetina, e fluoxetina) foram de magnitude semelhante. O usode um ISRS antes da 8ª semana gestacional rendeu riscos ligeiramente maiores (OR 1,4 IC 95% 1,0 a 2,0).Conclui-se queo risco de hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido é baixo, mas o uso de ISRS no final da gravidez aumenta o risco em mais que o dobro. O aumento do risco parece ser um efeito de classe.

Fonte: BMJ, Volume 344, 2012, Page 8012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Moscas que curam feridas humanas

O tratamento consiste no uso de larvas de moscas com hábito saprófago, ou seja, que se alimentam de tecido necrosado (podre). Normalmente vem sendo usadas as larvas da mosca Lucilia sericata (um tipo de mosca-varejeira) gostam exatamente daquilo que causa um problema na ferida: o tecido morto que não cicatriza. Essas larvas não possuem pequenos dentes. Elas liberam uma enzima que prepara o seu “alimento” e ainda acaba com bactérias resistentes a antibióticos.

As larvas da mosca varejeira são cultivadas livres de germes em um laboratório. Em comparação com o método tradicional de limpeza da ferida com bisturi e do combate à infecção com medicamentos realizam o seu trabalho totalmente sem dor e sem efeitos colaterais. As larvas trabalham de maneira altamente seletiva, assimilando somente tecidos mortos, sem mexer nas partes saudáveis. Como nos tecidos mortos não há mais fibras nervosas, o paciente não sente nada. Após três ou quatro dias é efetuada a troca do curativo e das larvas. As larvas aumentaram seu volume corporal em 10 vezes quando o existe muito tecido necrosado. O tratamento demora de 2 a 6 meses.

A aplicação destes “bio-cirurgiões” é contra-indicada quando há uma abertura corporal perto da ferida ou no caso de ferimentos agudos. É muito indicada para feridas crônicas, como abcessos nas pernas do diabético ou escaras (feridas crônicas, abertas no paciente que fica longos períodos deitado).
Como outros métodos de cura que já caíram no esquecimento, o tratamento de feridas com a larva Lucilia sericata não é nenhuma invenção da atualidade. Durante a guerra de recessão norte-americana, os médicos nos campos de batalha observavam que os feridos deitados a céu aberto apresentavam uma cura surpreendentemente rápida, depois que moscas varejeiras haviam posto seus ovos nas feridas. Também na 2ª Guerra Mundial os médicos usaram esse método com sucesso. Somente no decorrer do desenvolvimento dos antibióticos a terapia com a ajuda das larvas foi esquecida.
1- As larvas criadas em laboratório são acondicionadas em frascos etiquetados dessa forma: Larvas Medicinais Desinfetadas :(
2- A ferida necrosada é preparada para receber as larvas. Notem a quantidade de tecido apodrecido e infeccionado. :sick:
3- As larvas recén-emergidas e famintas são colocadas diretamente na ferida, protegidas com gaze e então o curativo é fechado normalmente. :o
4- A cada 2  dias o curativo é trocado. Impressionante: As larvas devoram o tecido necrosado e aumentam 10 vezes o seu tamanho. :sick:
5- A ferida é lavada, as larvas gordinhas são retiradas. :bandit:
6- O processo é repetido: a ferida recebe outro “carregamento” de larvas (cerca de 200). Geralmente o tratamento demora de 2 a 6 meses dependendo da gravidade. :(
7- O resultado é impressionante! :woot:

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Células-troncos podem ser utilizadas no tratamento de doenças crônica

Com o avanço de novas tecnologias e descobertas cada vez mais inovadoras pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) apresentaram durante a 24ª Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), realizada em Águas de Lindoia (SP) no mês passado, portadores de insuficiência renal poderão, no futuro próximo, contar com alternativas mais simples e eficazes no combate à doença o estudo esta sendo coordenado pela nefrologista Lúcia Andrade. Segundo ela - "o que fizemos até o momento é tudo experimental, em modelo de doença renal crônica em ratos. Agora, estamos propondo começar a fazer estudos terapêuticos com cães”, disse Lúcia à Agência FAPESP. O estudo tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Hoje os portadores de doenças renais cronica aindam infrentam grandes filas para conquistar um trasplante ou realizar uma hemodialis e muintos acabam morrendo na espera de um doador ou na demora do atendimento. Esperamos que essa descoberta ajudem essa pessoas e que ela possa ser distribuida para todos o quanto antes.
 
Fonte: http://www.sbbiotec.org.br